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CRISE NA GRÉCIA | Relatório secreto do FMI: Grécia precisa de alívio de dívida maior do que oferta do Eurogrupo

Acordo negociado neste final de semana pode aumentar dívida pública grega de cerca de 175% para 200% em dois anos.

GRECIA ALEMANHA MERKEL TSIPRAS

Tsipras x Merkel

Segundo documento, acordo bilionário proposto por sócios europeus em troca de austeridade vai aumentar dívida pública grega em ao menos 15% em dois anos

da Redação do Opera Mundi

Horas após o primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, assinar um acordo de austeridade com ministros da zona do euro, o FMI (Fundo Monetário Internacional) enviou aos líderes europeus um relatório em que argumenta que Atenas precisará de um alívio de dívida muito maior do que o resgate de até 86 bilhões de euros que os sócios estão dispostos a transferir, revelou documento divulgado pela Reuters nessa terça-feira (14/07).

“A deterioração dramática da sustentabilidade da dívida indica a necessidade de alívio de dívida em uma escala que precisaria ir muito além do que tem estado sob consideração até agora — e o que foi proposto pelo ESM (Mecanismo Europeu de Estabilização Financeira)”, aponta o FMI.

Segundo o órgão financeiro, a crise de liquidez e a restrição de bancos imposta pelo governo grego geraram uma devastação da economia local nas últimas duas semanas, que deve ser levada em conta e atualizada na análise da sustentabilidade da dívida do país feita pelo Eurogrupo.

De acordo com o relatório, a dívida pública da Grécia — que atualmente é em torno de 175% do seu PIB (Produto Interno Bruto) — poderá ultrapassar 200% de sua renda nacional nos próximos dois anos.

Christine Lagarde, diretora do FMI, em conversa com novo ministro ministro das Finanças grego, Euclidis Tsakalotos, em Bruxelas

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No documento, a entidade liderada pela francesa Christine Lagarde recomenda que os parceiros europeus proporcionem a Atenas um período de carência de 30 anos para a sua dívida e também analisem a possibilidade de novos empréstimos.

O vazamento do documento vem em meio à tentativa de Tsipras de conseguir respaldo do Parlamento e da ala de extrema-esquerda de seu partido, o Syriza, para aprovar o acordo de austeridade assinado ontem. Em troca de um resgate de até 86 bilhões de euros durante três anos, Atenas deverá adotar medidas como corte de gastos sociais e privatizações.

O chefe de governo grego insiste aos sócios e europeus que um alívio da dívida é fundamental nas negociações, mas o Eurogrupo já deixou claro que esse passo só será tomado se Atenas aderir completamente ao pacote de reformas austeras. No relatório, o FMI deixa claro que as dívidas gregas ameaçam ser insustentáveis por décadas.

Fonte:  Opera Mundi

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